Criptonização é a próxima tendência?

Você já ouviu falar de criptonização? Atualmente diversos segmentos no mundo estão partindo para este modelo, na qual é possível fracionar ativos em formas de tokens, realizando uma distribuição de produtos financeiros descentralizados. 

Já é possível tokenizar participações no mercado imobiliário, recebíveis de cartão de crédito, precatórios, consórcios, instrumentos financeiros e diversos setores que ainda vão implantar esta tecnologia. 

A cada dia que passa, vemos grandes empresas aderindo aos benefícios da blockchain, governos emitindo suas próprias moedas digitais e num futuro próximo haverá uma grande participação do mercado de ativos digitais diluído no cotidiano das pessoas.

Estudiosos de criptomoedas já indicam que daqui há dez anos haverá um movimento forte de “criptonização”. Isso mesmo, no futuro, a criptoeconomia pode apoiar economias tradicionais na geração de novas fontes de renda. 

Não é novidade que a tokenização segue avançando pelo mundo e aqui no Brasil um estudo da Mastercard mostrou que quase metade dos brasileiros já utilizaram criptomoedas para operações financeiras em 2021 e isso inclui investimentos e pagamentos por produtos e serviços. 

E algumas questões surgem dentro deste novo contexto econômico: o bitcoin vai matar o dólar? O dinheiro do futuro será tokenizado? Como serão feitos os pagamentos? 

Um recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostra que a pandemia e a guerra causaram uma espécie de “criptonização” acelerada nos mercados emergentes e a tendência para os próximos 5 anos é que a tecnologia blockchain e as criptomoedas deverão substituir parte do sistema financeiro, sejam em pagamentos, em investimentos e até mesmo substituindo as moedas em papel.  

Tudo é muito novo. Para se ter uma ideia, os protocolos DeFi (finanças descentralizadas), os NFTs (tokens não fungíveis) e os jogos play-to-earn da temporada de 2021 foram desenvolvidos nos anos de 2018 e 2019. E agora começam a se popularizar, mas apenas estão no início de uma longa jornada.

O que são CBDCs? Como funcionam?

A  sigla para Central Bank Digital Currency, as moedas digitais emitidas por bancos centrais funcionam como uma versão virtual do dinheiro de um país. Essas moedas são emitidas por bancos centrais, ou govcoin, que são representações digitais de valores monetários, ou seja, um número registrado em sistemas computacionais.

A CBDC brasileira seria mais ou menos como as notas de Real mas só existiria no ambiente virtual. A ideia é que seria uma nova forma de ter dinheiro e fazer transações.

E por que a blockchain seria o futuro do sistema financeiro? 

Porque com essa tecnologia, junto às criptomoedas e ao sentido de descentralização que as acompanham podem ser estabelecidos novos padrões de acesso. Um novo mercado que apresenta diversas oportunidades: novas empresas, novas profissões, novos modelos de negócio e um novo jeito de fomentar as economias, além de apresentar maior eficiência e inclusão financeira.

É possível que no futuro muitos países passem a se dolarizar usando stablecoins e os bancos centrais tenham que lidar com a cripto-dolarização. E esse futuro passa na reinvenção do jeito de lidar com dinheiro, que será mais digital. 

A blockchain permite uma conexão entre o mundo financeiro tradicional e o mundo das finanças descentralizada de forma barata, segura e eficiente.  

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